
Feliz natal a todos, que seja muito feliz
Desenvolvimento emotivo e social: mordidas
Crianças desta idade costumam morder quando estão zangadas ou se sentem ameaçadas, geralmente porque têm dificuldade de se comunicar melhor. Já que acções falam mais alto do que palavras, lá vão elas e…nhac!
Agora, só porque dá para entender, não quer dizer que seja um comportamento aceitável. Pelo contrário. Explique com calma e firmeza que isso não é permitido pelas boas regras de convivência, porque machuca as pessoas. Se a criança que foi mordida por seu filho estiver por perto, procure confortá-la.
Evite muito alvoroço no momento, porque isso muitas vezes só estimula o "mordedor" a fazer de novo para receber mais atenção. Mais tarde, volte a conversar sobre o assunto, sempre procurando explicar como proceder melhor: "Tudo bem que ficaste zangado porque o Pedro pegou no teu brinquedo, mas não podes morder. Dá próxima vez, fala para ele não fazer isso ou chama a mamãe para ajudar".
O dormir...como solucionar?
Seu filho não dorme sozinho de jeito nenhum? Toda vez que acorda no meio da noite chama você? O melhor a fazer é ensiná-lo a adormecer por si só. Não há certo e errado nesse assunto. Cada família é de um jeito.
Há diversas "teses" de como ensinar a criança a dormir. A maioria delas baseia-se no mesmo princípio: seguir sempre a mesma rotina, para que ela saiba o que esperar e se prepare para dormir, e ser firme.
A vantagem desta idade é que já dá para conversar com a criança. Você pode lhe dar algum boneco ou bichinho de brinquedo, que lhe faça companhia e proteja de eventuais medos. A transição do berço para a cama também pode ajudar no processo: talvez seu filho fique todo orgulhoso de ter uma cama nova e se conforme mais em ficar nela.
Boa parte das técnicas ensina a colocar sempre a criança de volta na cama, sem conversar muito. Repita que é hora de dormir, leve-a de volta para a cama e saia do quarto.
Se seu filho só dorme se você estiver junto, você pode ir aumentando a distância todo dia um pouquinho, até chegar à porta. Depois, comece a sair do quarto por alguns minutos, sempre voltando quando ele chamar (mas sem conversar).
Você pode tentar aplicar a estratégia de "deixar chorar": agora que a criança não está mais no berço, a coisa se complica, porque é preciso pôr um portãozinho no quarto ou até fechar a porta. Para dar certo, a criança precisa entender que, por mais que ela berre, grite, chore, faça cocô ou até vomite, é hora de dormir, não tem jeito, e ela vai ter de voltar para a cama.
Se ele vomitar ou fizer cocô, troque a fralda, limpe tudo, dê banho, se necessário, mas sem conversar muito e sempre deixando claro que depois ela vai directo para a cama.
Alguns autores recomendam que se volte ao quarto periodicamente. Já outros pais acham que, voltando ao quarto, a situação só piora, e que é melhor deixar chorar por um tempo maior, até a criança adormecer.
Apesar de ser um método que dá muita dor no coração, ele pode funcionar em poucos dias. Há pessoas, porém, que não aguentam ver o filho chorando, ou que percebem que a criança está verdadeiramente apavorada, e preferem mudar de estratégia.
Os terrores nocturnos são comuns nas crianças entre os 2 e os 5 anos. Raramente se relacionam com objectos ou acontecimentos, mas sim com o medo de perder a mãe, do esquecimento do pai, medo do escuro, de alturas, de animais ferozes, de ladrões maus, de crianças agressivas, etc.
Nesta idade, as crianças lutam para distinguir o real do imaginário. O sentimento de medo é real, por mais absurdo e fantástico que lhe possa parecer. Deve-se, por isso, evitar a minimização dos seus sentimentos.
Para transmitir segurança ao seu filho não se deve mostrar ansioso e tal só é possível se estiver consciente que estas situações são perfeitamente normais. Segundo o pediatra T. Berry Brazelton, o medo surge quando a criança toma consciência dos seus próprios sentimentos 'agressivos' e da sua capacidade de ser 'má'.
Seguem-se algumas sugestões que poderá seguir nestas situações:
1. Acenda a luz.
2. Conforte-o, abraçando-o.
3. Ouça os seus receios com atenção.
4. Respeite-os, porque o medo que sente é real.
5. Uma explicação honesta não valerá a pena.
6. Diga-lhe que os pais estão no quarto mesmo ao lado e que não irão permitir que algo lhe aconteça.
7. Dê-lhe a oportunidade de enfrentar e resolver os seus problemas sozinho, com os seu próprios recursos.
8. Ofereça-lhe um objecto de conforto, como, por exemplo, o seu peluche preferido ou deixe uma luz de presença acesa.
9. Não se recomendam atitudes de superprotecção, uma vez que poderão prolongar o medo.
10. Durante o dia, sempre que se proporcionar, tente abordar o assunto.
11. Procurem encontrar soluções em conjunto para enfrentar o medo:
- Antes de dormir, dê-lhe um beijo especial, com "poder de afugentar os maus";
- Pegue na vassoura e "varra" para fora do quarto os medos;
- Compre um peluche que seja "um poderoso guardião do quarto"';
- Espalhe umas gotas de um "perfume mágico" que tornarão o quarto impenetrável;
- Espreite debaixo da cama e o interior dos armários para demonstrar que estão vazios.
12. Outra opção – que resulta mais frequentemente – é não a acordar e, pelo contrário, reencaminhá-la para o sono, «reescrevendo» o guião do filme. Dizendo, por exemplo, «e depois veio o Noddy e o Ruca (ou qualquer outro herói do momento), e mais o teu ursinho, e então os maus foram embora e foram todos fazer um grande ó-ó porque estavam muito cansados e foi muito bom».
Tudo isto dito em voz «off», calma e tranquila, ajeitando a criança na cama e transformando esse momento de completa disrupção numa reorganização corporal e mental. Passado um bocadinho a criança está a dormir."
Se os sintomas persistirem e se não conseguir ajudar o seu filho, será aconselhável que procure a ajuda de um psicólogo ou de um pedopsiquiatra.
23 meses
A medida que se aproxima dos 2 anos de idade, melhora a sua capacidade verbal e motricidade. O seu mundo amplia-se bem como as brincadeiras que podemos partilhar. Esta é também uma fase de mudanças e novos desafios, como deixar as fraldas e o berço.
Motricidade e Linguagem:
Para além de andar, correr e subir escadas, já consegue manter-se sobre um único pé sem se desiquilibrar, entretém-se a subir e a descer tudo o que encontra e lança a bola com ambas as mãos. Também enriqueceu a sua mobilidade com novas posturas. Sobe para uma cadeira, levanta-se sobre ela, roda e senta-se nela.
Pode chutar a bola com o pé (apesar de ainda não ser capaz de dirigi-la para onde quer) e arrasta objectos enquanto caminha. O seu universo de brincadeira alarga-se.
Poderá cantar e formar frases de três palavras como "cão caiu chão". Também é capaz de entender conceitos opostos como homem alto/homem baixo ou cão grande/cão pequeno e de obedecer a diferentes ordens.
Relativamente à motricidade fina, já garatuja e consegue imitar traços verticais, horizontais e circulares. Os puzzles começam a interessá-lo e já consegue fazer os mais simples.
Desenvolvimento social:
Cada vez mostra mais interesse em brincar com outras crianças e já é capaz de interagir com eles e de criar as suas próprias brincadeiras, como atirar um balão ou persegui-lo correndo pelo parque. Todavia, prefere a supervisão de um adulto que partilhe a sua brincadeira.
Ainda que eles não vejam os pais como extensões de si próprios, sente a necessidade de estar perto deles e ao mesmo tempo de afirmar-se. Num minuto quer um abraço e no seguinte quer que te vás embora. Não o devemos encarar como algo de pessoal, não tem a ver connosco, pais. Tem a ver com o facto de estar a crescer.
Novas conquistas:
Terá que fazer frente a vários desafios muito importantes no seu desenvolvimento: deixar de usar fraldas, mudar do berço para a cama num quarto separado dos pais. Ambas as novidades são difíceis para ele, por isso não devem ser feitas ao mesmo tempo.
Deve-se escolher um momento tranquilo da vida dele, sem mudanças à vista (mudanças de casa ou nascimento de irmãos). É preciso ter calma e paciência.
Não se deve repreendê-lo se faz chichi ou envergonhá-lo diante de outras pessoas. Para ele tudo é um desafio, desde pedir para ir à casa-de-banho até dormir numa cama maior.
Brincadeiras estimulantes:
+Brincar com ele escondendo coisas e encontrá-las, é uma da sbrincadeiras favoritas desta idade;
+Construir uma bateria com baldes de metal, plástico e caixas de madeira, dar-lhe duas colheres de pau e ensiná-lo a tocar o seu novo instrumento. Ao divertir-see, criando os seus próprios sons, podemos ensiná-lo a calcular as distâncias que há entre os diversos objectos;
+Mostrar um albúm de fotografias e pedir que diga o nome de todos aqueles que conhece bem. Podemos dizer o nome de todos aqueles que não souber, assim irá familiarizar-se com os familiares e entenderá melhor o que é uma fotografia;
+Iventar uma história de aventuras recreada no seu quarto. As cadeiras podem ser montanhas, a cama uma ilha, as cortinas uma caverna.